Com 50 anos, comemorados esta quinta-feira, o cinto de segurança já salvou a vida a mais de um milhão de pessoas, provando ser um dos sistemas de segurança mais eficazes.
O primeiro veículo equipado com este sistema de segurança foi um Volvo PV544, entregue a 13 de Agosto de 1959 a um concessionário da localidade sueca de Kristianstad, segundo o Conselho Europeu para a Segurança nos Transportes (ETSC, em inglês).
O engenheiro Nils Ivar Bohlin viria a apresentar, quatro dias depois, a patente da sua invenção, acabando por se generalizar o uso do dispositivo de segurança rapidamente, noticia o «abc».
Nos dias que correm, qualquer veículo já vem equipado com o cinto de segurança. Tal sistema permitiu que no ano passado se salvassem 13 mil vidas, somente na União Europeia (EU).
Há no entanto a lamentar as 4.300 mortes, que se poderiam ter evitado, se todos os ocupantes dos veículos acidentados tivessem usado cinto.
O cinto atrás ainda é pouco utilizado
Segundo o ETSC, 90 por cento dos condutores e passageiros do lado, na EU, colocam o cinto assim que entram no carro, mais do que os 70 por cento que ocupam os bancos de trás.
Os passageiros que se sentam atrás, menosprezam a segurança que o cinto oferece esquecendo-se que, em caso de acidente, podem ser atirados contra os bancos da frente, aumentando o risco de mortalidade do condutor e do passageiro, ou até mesmo serem projectados para fora do automóvel.
A obrigatoriedade do cinto está presente nos 27 países que compõem a EU, apesar de algumas diferenças de grau entre alguns países.
O facto de ser obrigatório não é suficiente para que todos os passageiros usem o cinto de segurança, segundo Vojtech Eksler, um especialista na área. É necessário aumentar a introdução de sistemas que se accionem quando algum dos passageiros não coloca o cinto, um método que, por enquanto, está presente em poucos veículos
«Em caso de acidente, o cinto de segurança é o elemento de segurança passiva mais importante, e não pode ser substituído pelo airbag», concluiu Eksler.