
Ontem a Nissan apresentou oficialmente o seu primeiro modelo elétrico de preço acessível à maioria dos consumidores. Trata-se do Leaf, veículo cujo nome significa folha em português.
O Leaf é baseado na plataforma do Tiida e foi desenvolvido para se tornar um carro elétrico viável para a maioria das pessoas. Cinco aspectos principais foram pensados para o Leaf:

Motor e transmissão, design diferenciado, plataforma sem emissão de poluentes, autonomia de 160 km, monitoramento inteligente de transporte e preço acessível.
A Nissan não divulgou o preço, mas o Leaf deverá estar acessível a uma grande parcela dos consumidores, que poderão ter acesso ao novo elétrico da marca em meados de 2010.

Seu conjunto propulsor é composto de um motor elétrico de 80KW ou 109 cv, tendo um ótimo torque de 28,5 kgfm. O Leaf possui um grupo de baterias de lítio com capacidade de 90KW (122 cv) que podem ser recarregadas em uma tomada comum de 220V.
O tempo de recarga total do Leaf não é menor que o de carros elétricos com baterias de chumbo-ácido, portanto 8 horas são necessárias para essa tarefa.

Mas, para uma carga rápida de até 80% do total através de uma estação de recarga, dura em média 30 minutos. Os plugs de recarga estão no centro do capô, um para 220 V e o outro para carga rápida.
A autonomia do Leaf foi pensada para atender as necessidades de 70% dos consumidores, que geralmente percorrem distâncias inferiores a 160 km diariamente.

Por isso essa autonomia será o principal limitador do Leaf caso se necessite percorrer maiores distâncias sem pausas para carga rápida. Pode ser que a Nissan ofereça baterias com maior autonomia futuramente.
Para chegar a esse alcance, a Nissan agregou novas tecnologias para tornar o Leaf mais eficiente energeticamente.

Foram introduzidos freios regenerativos, design mais aerodinâmico para reduzir o arrasto e equipamentos com baixo consumo de energia. Quem sabe esse novo design não seja uma mostra de um futuro Tiida?
Outro destaque do novo elétrico da Nissan é o sistema Connected TI que monitora eletronicamente o consumo de energia e sua carga, envia informações globais ao motorista, monitora o trajeto e informa a localização de postos de recarga e o preço cobrado por eles.

Ainda há a funções bastante interessantes, como se programar o veículo automaticamente para se recarregar sozinho ou mesmo acionar previamente sistemas como o ar condicionado, tudo acionado de modo remoto pelo celular.
A Nissan vai produzir o Leaf em duas fábricas, sendo uma em Oppama, no Japão e outra nos EUA, na cidade de Smyrna no Estado do Tennessee. As baterias de lítio serão feitas no Japão, EUA, Reino Unido e Portugal.

Estes deverão ser os primeiros mercados a receber o Leaf. Será que um dia teremos este Nissan rodando pelo país? Seria viável vender o Leaf aqui com as características que ele apresenta?
Fonte: Nissan.







