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O Renault Megane é o automóvel preferido dos portugueses

 

Ensaio Renault Mégane

A terceira geração está disponível na configuração Coupé, Berlina e Break. A concorrência que se cuide

Luís Cáceres Monteiro
17:22 Segunda-feira, 15 de Fev de 2010

 

 O Renault Mégane é um dos automóveis preferidos dos portugueses.

Muitos leitores lembram-se certamente da "polémica" gerada em torno do lançamento da anterior geração da berlina Mégane. Muito se discutiu em torno da famosa traseira do carro vendido entre 2002 e 2008.

E se na altura o design dos modelos Avantime e Velsatis conquistaram apenas alguns arquitectos e designers em Portugal, que compraram "meia dúzia de unidades", a verdade é que o Mégane acabou por vender milhares em todo o mundo. Um carro de sucesso da Europa ao Brasil.  

O Mégane da segunda geração não foi consensual em termos de design. No entanto, cativou e inovou ao ser o primeiro carro a estrear a famosa chave/cartão, o sistema de ignição Start/Stop, além do "alinhamento" automático de faróis.  

Os designers franceses desenham carros com relativa facilidade.

A Renault e o Grupo PSA - Peugeot/Citroën arriscam constantemente no lançamento de automóveis de design arrebatador. Uns são aceites, vendem milhares, outros nem por isso. No caso do novo Renault Mégane primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Durante anos a Mégane Break liderou a tabelas de vendas e contribuiu fortemente para ajudar a Renault a ser a marca líder no nosso país.   A terceira geração Mégane tem um design mais conservador. A dianteira segue os traços estilísticos estreados no novo Laguna. De qualquer forma, é notória a evolução em diversas áreas. 

O segmento onde está inserido o Renault Mégane é um dos mais competitivos. Entre os seus rivais directos destacamos o Citroën C4, Ford Focus, Fiat Bravo, Honda Civic, Kia Cee'd, Peugeot 308, Seat Leon, Mazda 3, Opel Astra, Toyota Auris e VW Golf.  

O Renault Mégane está disponível na configuração Coupé, Berlina e Break. Ao contrário do que aconteceu na geração anterior, a berlina é mais consensual e o equilíbrio de forças nas vendas entre o carro e a carrinha é agora mais equilibrado. Já não são vendidas apenas carrinhas.   

Por esta razão, procuramos ensaiar primeiro a berlina. A escolha recaiu na versão equipada com o motor 1.5 dCi 110 CV, com filtro de partículas (FAP), na versão Luxe.  

O comportamento dinâmico em estrada revelou-se eficaz e ágil. Na cidade o pequeno motor 1.5 dCi é suficiente e, mesmo nas viagens mais longas, a caixa de seis velocidades mostrou-se fácil de utilizar permitindo uma condução descontraída. Até atingir a velocidade ideal de funcionamento achei o motor algo ruidoso, nada de grave.

Consegui médias de 6,7 litros para percorrer 100 km, em circuito misto. O binário máximo de 240 Nm é conseguido às 1.750 rotações.  

Gostei da agilidade demonstrada e do conforto proporcionado pela suspensão tipo McPherson na dianteira e pela barra de torção no eixo traseiro. Gostei igualmente do comportamento evidenciado em curva. Para tal contribui a nova direcção de assistência eléctrica, mais directa e precisa. A ajudar uma distância entre-eixos de 2.641 (mm) e as jantes de 16 polegadas.

No caso da versão mais equipada, a marca francesa propõe de série ABS com EDB, controlo de tracção e de estabilidade.   

Os materiais que encontramos no interior do habitáculo estão entre os melhores do segmento. É notório que houve uma preocupação em melhorar o nível global de qualidade em relação ao seu antecessor. O tablier e a consola central têm linhas modernas, a instrumentação é maioritariamente digital, com excepção do conta-rotações. Nesta versão existe um pequeno simbolo de aconselhamento para o condutor engrenar ou reduzir uma velocidade e optimizar os consumos.   

Esta versão Luxe oferece o sistema de gestão "interface" de comando redondo para gerir funções como o sistema de navegação (de série neste versão), o rádio, etc.

 Existem diversos espaços para arrumação de pequenos objectos. Bem equipado, o espaço nos lugares traseiros acaba por ser penalizado para quem viaja no meio. O túnel central no piso dificulta a colocação das pernas tornado incomodas as viagens mais longas. A capacidade do porta-bagagem é de 405 litros.  

Os preços da berlina Renault Mégane variam entre os 22.000 euros da versão 1.4 a gasolina TCe Dynamique, e os 26.450 euros do 1.5 dCi 110cv FAP ECO2 Luxe. Caso opte pelo motor 2.0 dCi o preço sobe para os 33.506 euros.  


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