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Ser um sem-teto é demais

A indústria nacional não fabrica mais conversíveis, mas as versões sem capota dos modelos compactos importados permitem tomar um ar sem gastar milhões

POR DIEGO MUNIZ

Os conversíveis ou cabriolés (como são chamados os carros sem teto) já foram padrão no início da indústria automobilística. Hoje, são mais frequentes nos sonhos dos aficionados de velocidade do que nas ruas do país, já que os preços dos superesportivos sem capota são altos. Pelo menos boas saídas mais econômicas e charmosas existem: nos últimos tempos, os fabricantes na Europa e nos Estados Unidos estão produzindo conversíveis compactos mais acessíveis. 

No Brasil, não se fabricam carros sem capota desde 1996. Os interessados recorrem aos importados – e os miniconversíveis vêm se firmando. “Ultimamente, tivemos um aumento considerável na procura por conversíveis, principalmente os pequenos”, conta João Albuquerque, gerente comercial de uma importadora particular. Nesse nicho, os modelos New Beetle C e Fiat 500C se destacam por unir a sensação de dirigir com o charme dos carros clássicos.

A procura por esses dois “descapotáveis” vem crescendo, mas por enquanto as importadoras só trazem por encomenda, com prazo de entrega de 90 dias. Para os mais apressados, alguns modelos são encontrados para pronta entrega nas concessionárias brasileiras. É o caso do arrojado Cooper Cabrio, da MINI, do grupo BMW. O carrinho, comercializado desde o ano passado, possui duas opções de motor – o mais em conta é o 1.6 por R$ 114 mil. Já o Peugeot 307 CC e o Mégane Coupé Cabriolet, com dimensões maiores, já são figuras conhecidas de nossos motoristas.

Quem já dirigiu um modelo assim garante: pilotar a céu aberto não tem preço. “O vento no rosto, a visão total à sua volta e a exposição ao mundo causam sensações de liberdade, juventude e até certa dose de falta de compromisso”, diz o engenheiro mecânico Waldemar Colucci.

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Fiat 500C
Preço: US$ 62 395 (importação sob encomenda)
Motor: 1.4 16V
Potência: 100 cavalos
Velocidade máxima: 182 km/h
Câmbio: 6 velocidades (manual e automática)
A capota de lona deslizante é confeccionada em três cores diferentes. Mas, a rigor, é um semiconversível: só o topo se abre



VW New Beetle Cabriolet
Preço: US$ 55 800 (importação sob encomenda)
Motor: 2.0
Potência: 116 cavalos
Velocidade máxima: 181 km/h
Câmbio: automático
É inspirado no antigo Fusquinha sem capota, um dos conversíveis mais vendidos da história – foi moda nos Estados Unidos
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Mini Cooper Cabrio
Preço: R$ 114 900
Motor: 1.6 16V
Potência: 118 cavalos
Velocidade máxima: 198 km/h
Câmbio: 6 velocidades (manual e automática)
Tem design charmoso e resposta rápida do motor. Mas o teto de material não rígido é vulnerável a vandalismos e menos durável



Renault Mégane CC
Preço: R$ 124 890
Motor: 2.0 litros 16V
Potência: 138 cavalos
Velocidade máxima: 205 km/h
Câmbio: automático (4 marchas)
O teto desenvolvido pela Karmann é feito de vidro. Deixa transparecer a luz natural e ameniza o calor
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Peugeot 307 CC
Preço: R$ 136 400
Motor: 2.0 litros 16V
Potência: 143 cavalos
Velocidade máxima: 200 km/h
Câmbio: automático (4 marchas)
Tem teto conversível rígido e aparência agressiva. Porém, vale alertar que a manutenção da capota é cara


Dá para achar na internet um XR3 para comprar

Na década de 1980, um carro sem capota estabeleceu um padrão de qualidade até então desconhecido entre os nacionais: o Escort XR3 conversível, da Ford. Lançado em 1985, virou sonho de consumo de muitos jovens – o modelo amarelo era o mais celebrado, apesar de nem um pouco discreto. Ficou em linha por breves dez anos. Mas ainda é possível encontrar um XR3 em sites de venda da internet. Os preços variam de R$ 7290 a R$ 32 900, dependendo do estado de conservação. Quem tem vontade de ter um precisa ser esperto ao fazer a vistoria antes de fechar negócio. Já outros conversíveis fabricados no Brasil nas décadas de 1970 e 1980 (Karmann Ghia, Puma, Santa Matilde) viraram joias raras restritas a colecionadores. É bem difícil encontrar um para comprar. Mas, para os apaixonados persistentes, a dica é fazer parte dos clubes de colecionadores. Às vezes, surge a chance de comprar um direto de um associado. Mas nem há tabela de preços a ser seguida.

 

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